Estado Islâmico ataca embaixada do Iraque em Kabul

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    O grupo terrorista Estado Islâmico assumiu nesta segunda-feira a responsabilidade por um ataque contra a embaixada do Iraque em Cabul, que começou quando um homem-bomba se explodiu no portão principal, o que permitiu que atiradores entrassem no edifício e enfrentassem forças de segurança.

    Dois guardas de segurança afegãos morreram no ataque, que começou por volta das 11h10 (horário local, 3h10 em Brasília) na área de Shar-e-Naw, no centro da capital afegã, informou o governo do Iraque. Além disso, o encarregado de negócios da representação iraquiana foi levado à embaixada do Egito, acrescentou o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores, Ahmad Yamal. O ministério afirmou que tenta transferir outros dois funcionários da embaixada e salientou que está em contato com as autoridades afegãs.

    O ataque ocorreu uma semana depois de 35 pessoas serem mortas em um atentado do Talibã contra funcionários do governo na capital do Afeganistão, e reforça a situação precária de segurança do país no momento em que os Estados Unidos cogitam reformular sua política para a região. “Nossas forças estão no local, e uma operação de liberação está em andamento”, disse o porta-voz do ministro do Interior afegão, Najib Danish.

    Danish estimou em três o número de atiradores no edifício. A Amaq, agência de notícias do Estado Islâmico, disse que dois agressores explodiram o portão, outros dois combatentes invadiram o complexo, e sete seguranças teriam sido mortos. O Estado Islâmico realizou uma série de ataques de grande visibilidade em Cabul, que visaram principalmente a comunidade hazara, majoritariamente xiita, e aumentaram o temor de que os combates na Síria e no Iraque repercutam em solo afegão.

    Comandantes dos Estados Unidos dizem que o grupo está muito abalado por uma campanha de ataques de drones e operações conjuntas da Forças Especiais afegãs e norte-americanas, e que centenas de combatentes e comandantes morreram. Mas autoridades de segurança afegãs dizem que o movimento opera em até nove províncias, de Nangarhar e Kunar, no leste, a Badakhshan, Jawzjan e Faryab, no norte, e Baghdis e Ghor, no oeste.

    (com Reuters e EFE)

    Fonte VEJA

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