Defesa de Bendine apresenta à Justiça reservas dos hotéis onde cliente se hospedaria na Europa

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    Aldemir Bendine foi preso na 42ª fase da Operação Lava Jato (Foto: Sergio Moraes/Reuters/Arquivo)

    Aldemir Bendine foi preso na 42ª fase da Operação Lava Jato (Foto: Sergio Moraes/Reuters/Arquivo)

    A defesa do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine apresentou, nesta segunda-feira (31), à Justiça Federal as reservas dos hotéis onde o cliente ficaria hospedado na Europa entre sexta (29) e o dia 18 de agosto.

    “Note-se que há reservas para todo o período compreendido entre os dias 29 de julho e 18 de agosto, sendo que em 19 subsequente, pela manhã, retornaria ao Brasil via Portugal, conforme já devidamente comprovado, o que evidencia que o motivo da saída ? temporária ? do peticionário do país era uma viagem de férias com a família, previamente organizada”, diz um trecho da petição protocolada pelos advogados de Aldemir Bendine.

    Na sexta-feira, a defesa do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras já tinha apresentado à Justiça Federal o extrato do cartão de crédito com as dez parcelas de uma passagem aérea.

    Portanto, para a defesa são “incabíveis quaisquer conjecturas acerca de uma possível fuga, a despeito da existência de passagem de retorno”.

    Aldemir Bendine foi preso, na quinta-feira (27), na deflagração da 42ª fase da Operação Lava Jato. Ele é suspeito de receber R$ 3 milhões em propina do Grupo Odebrecht.

    Viagem para Portugal

    No despacho que autorizou a prisão de Aldemir Bendine, o juiz federal Sérgio Moro ? responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância ? cita que isso poderia indicar risco de fuga.

    Os documentos apresentados à Justiça Federal ainda mostram que a passagem de ida foi comprada com pontos de milhagem, enquanto a volta foi parcelada.

    Mensagens de texto

    Mensagens de texto enviadas por Aldemir Bendine e pelo publicitário André Gustavo Vieira da Silva citam o local onde teria ocorrido uma suposta reunião para tratar de pagamento de propina. O endereço é citado na delação do ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht, e do ex-executivo da empreiteira, Fernando Reis.

    André Gustavo e o irmão dele, Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior, também foram presos na quinta-feira.

    Todas as prisões são temporárias e vencem nesta segunda (31), podendo ser prorrogada por mais cinco dias ou transformada em preventiva, que é por tempo indeterminado.

    Os três estão na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, e devem prestar depoimento à corporação nesta tarde.

    De acordo com Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, Aldemir Bendine pediu R$ 3 milhões em propina ao assumir a presidência da Petrobras. Os pagamentos seriam intermediados entre Reis e André Gustavo, tendo Bendine como beneficiário final. O encontro onde tudo foi definido ocorreu em Brasília.

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    Fonte G1 Política

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