Com reajuste de mensalidades, Estácio reverte prejuízo e lucra R$166 milhões no 2ºtri

    0
    612

    Fachada da Faculdade Estácio em Natal, no Rio Grande do Norte (Foto: )

    Fachada da Faculdade Estácio em Natal, no Rio Grande do Norte (Foto: )

    A rede de universidades Estácio Participações elevou seus preços e conseguiu lucrar R$ 166 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo o prejuízo registrado no ano passado.

    Em sua busca para melhorar a rentabilidade, o valor médio pago pelos alunos de cursos presenciais saltou 11,7% no segundo trimestre, totalizando R$ 751,5. Para ensino a distância (EAD), o preço médio pago por aluno disparou 27,8% na comparação anual.

    Os reajustes das mensalidades dos cursos da Estácio ficaram acima da inflação no período. Nos últimos 13 meses até junho, o índice oficial de inflação variou 3%.

    Com preços maiores, a receita operacional líquida da Estácio saltou 9,3% no período, para R$ 913,4 milhões.

    A empresa encerrou o primeiro semestre do ano com 540 mil alunos, um valor praticamente estável (alta de 0,9%) sobre um ano antes. O número de alunos presenciais caiu 3%, mas a base de educação a distância subiu 10%.

    “Esse desempenho é consequência dos esforços que vêm sendo conduzidos pela companhia para aumentar a eficiência operacional e melhorar a gestão de seus custos e despesas”, disse a Estácio no balanço.

    Esse é o primeiro balanço financeiro que a Estácio divulga após o Conselho Administrativo de Defesa Econômica vetar a fusão da companhia com a Kroton, líder do setor.

    Na mensagem da administração, divulgada junto com o balanço da empresa, a companhia não fez nenhum comentário sobre a questão.

    Fies

    O total de alunos da Estácio enquadrados no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) despencou 15,6% no trimestre sobre um ano antes, para 106,1 mil.

    No começo de julho, o governo federal anunciou um novo formato para o Fies a partir de 2018, criando três modalidades de financiamento estudantil e garantindo a oferta de pelo menos 300 mil novos contratos por ano.

    *Com Reuters

    Fonte G1 Economia Negócios

    SEM COMENTÁRIOS